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A situação demográfica em Portugal continua a caracterizar-se pelo decréscimo da população residente

Em 2015, apesar do aumento da natalidade e da imigração, e do decréscimo da emigração, o declínio populacional mantém-se desde 2010, embora se tenha atenuado nos dois últimos anos.

Registou-se um ligeiro aumento do número de nascimentos (85 500 nados-vivos), pela primeira vez desde 2010. Contudo, esse aumento foi insuficiente para compensar o número de óbitos (108 511), pelo que o saldo natural foi negativo (-23 011).

A nível dos movimentos migratórios observou-se uma recuperação do saldo que foi menos negativo; aumentou o número de imigrantes e diminuiu o número de emigrantes. Contudo, o efeito conjugado destes fluxos resultou na manutenção do saldo negativo (- 10 481), uma vez que o número de imigrantes continuou a ser inferior ao de emigrantes.

Assim, a população residente em Portugal foi estimada em 10 341 330 pessoas em 2015, menos 33 492 do que em 2014, o que representa uma taxa de crescimento efetivo de -0,32% (-0,50% em 2014).

Ainda em 2015, o índice sintético de fecundidade foi de 1,30 filhos, recuperando ligeiramente pelo segundo ano consecutivo (1,23 em 2014).
A esperança de vida à nascença foi estimada em 80,41 anos, para o triénio 2013-2015, e continua a ser superior nas mulheres (83,23 anos, face a 77,36 nos homens).


O INE divulga na sua página, a publicação Estatísticas Demográficas 2015, que apresenta uma análise da situação demográfica a partir de indicadores relativos à variação, volume e estruturas populacionais, à natalidade e fecundidade, mortalidade e esperança de vida, nupcialidade e aos fluxos migratórios internacionais.


Saldo migratório menos negativo em 2015

Em 31 de dezembro de 2015, a população residente em Portugal foi estimada em 10 341 330 pessoas, o que representa uma diminuição de 33 492 face ao ano anterior, ou seja, uma taxa de crescimento efetivo de -0,32%. Manteve-se assim a tendência de decréscimo populacional que se vem verificando desde 2010, apesar de se ter atenuado nos dois últimos anos.



O abrandamento do decréscimo populacional em 2015 resultou da redução do valor negativo do saldo migratório, que se situou em -10 481 (-30 056 em 2014), não obstante o ligeiro agravamento do saldo natural (-23 011 face a -22 423 em 2014). Estes saldos correspondem a taxas negativas de crescimento natural de -0,22% (idêntica à de 2014) e migratório de -0,10% (-0,29% em 2014).

Variação populacional e suas componentes (Nº), Portugal, 2010-2015
 

De facto, apesar de o número de nados-vivos de mães residentes em Portugal ter aumentado 3,8% (85 500 face a 82 367 de 2014), o acréscimo do número de óbitos de residentes em Portugal para 108 511 (mais 3,5% do que os 104 843 observados em 2014), resultou na manutenção de um saldo natural negativo em 2015.

Saldo natural e suas componentes (Nº), Portugal, 2010-2015
 

O saldo migratório apresentou em 2015, e pelo quinto ano consecutivo, um valor negativo, ainda que menos acentuado que nos quatro últimos anos. A evolução face ao ano anterior resultou do efeito conjugado da diminuição do número de emigrantes permanentes em 18,5% (40 377 em 2015 e 49 572 em 2014) e do aumento do número de imigrantes permanentes em 53,2% (29 896 em 2015 e 19 516 em 2014).

Saldo migratório e suas componentes (Nº), Portugal, 2010-2015


Ligeiro aumento do número de nados-vivos, desde 2010

Em 2015, o número de nados-vivos de mães residentes em Portugal foi de 85 500, mais 3,8% do que em 2014 (82 367); mais de metade (50,7%) nasceu “fora do casamento”. O índice sintético de fecundidade foi de 1,30 filhos, recuperando ligeiramente pelo segundo ano consecutivo.
A idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho foi de 30,2 anos e a idade média da mulher ao nascimento de um filho foi de 31,7 anos (30,0 anos e 31,5 anos, em 2014), mantendo-se a tendência de adiamento da idade à maternidade.

Nados vivos e Índice sintético de fecundidade (N.º), Portugal, 2010-2015
 

Registou-se, em 2015, um aumento de 3,5% da mortalidade geral face a 2014. Da totalidade de óbitos de pessoas residentes em Portugal em 2015 (108 511), 70,5% ocorreram em pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. A taxa bruta de mortalidade foi de 10,5‰, valor ligeiramente superior ao de 2014 (10,1‰). Em 2015, a taxa de mortalidade infantil foi de 2,9 óbitos por mil nados vivos, semelhante ao valor registado em 2014.

Óbitos (N.º) e Taxa bruta de mortalidade (‰), Portugal, 2010-2015
 

A esperança de vida à nascença, ou seja, o número médio de anos que uma pessoa à nascença pode esperar viver, mantendo-se as taxas de mortalidade por idades observadas, foi estimada, no triénio 2013-2015, em 80,41 anos. Embora os ganhos recentes em anos de vida esperados sejam superiores para a população masculina (1,19 anos para homens e 1,04 anos para mulheres, entre 2008-2010 e 2013-2015), a esperança de vida à nascença continua a ser superior para as mulheres: as mulheres podiam esperar viver 83,23 anos e os homens 77,36 anos.

Esperança de vida à nascença (anos), Portugal, 2008-2010 a 2013-2015

Alguns títulos da divulgação na Comunicação Social, a 31.10.2016

Dados do INE sobre Migração
Os Portugueses estão a emigrar menos, mas também têm chegado mais imigrantes ao país, o que mantém o saldo migratório negativo.
In Antena 1 – Notícias

Quase 38 mil estrangeiros obtiveram título de residência em Portugal em 2015
Quase 38 mil estrangeiros, a maioria homens e brasileiros, obtiveram autorização de residência em Portugal em 2015, número que subiu ligeiramente face ao ano anterior, revelam as Estatísticas Demográficas do Instituto Nacional de Estatística hoje divulgadas.
In Diário Digital online

Desde 2010 que população portuguesa está a diminuir
Há mis nascimentos, mais imigração e menos portugueses a emigrar.
In Dinheiro Vivo online

Há mais bebés e menos emigrantes mas população cai na mesma
Dados do Instituto Nacional de Estatística apontam para uma quebra de 18,5% no número de emigrantes.
In ECO – Economia online

População residente em Portugal voltou a diminuir
Apesar de ter aumentado o número de imigrantes que entraram no país e diminuído o dos portugueses que emigraram, o saldo continua a ser negativo.
In Expresso online

População portuguesa diminuiu em 2014 pelo quinto ano consecutivo
Estatísticas demográficas do INE divulgadas nesta sexta-feira mostram que a queda não foi tão acentuada como a de 2013, mas mantém-se a tendência porque a emigração supera em muito a imigração. As mortes estão a diminuir mas continuam acima do número de nascimentos.
In Público online

Portugueses estão a emigrar menos
Os portugueses estão a emigrar menos, mas o saldo migratório continua negativo pelo 5º ano consecutivo.
In Renascença – Notícias

Saldo migratório
O ano passado Portugal recebeu quase 30 mil imigrantes, um aumento superior a 50 % em relação a 2014. Os dados do INE mostram que mais de 40 mil portugueses, deixaram o país para ir para o estrangeiro. Ainda assim estes números representam uma descida de 18,5% comparando com 2014.
In SIC Notícias – Edição da Tarde

Portugueses estão a emigrar menos
Os portugueses já estão a emigrar menos. É o que se conclui das últimas estimativas reveladas esta tarde pelo INE.
In TSF – Notícias


Para saber mais...
 

Nota técnica:

A publicação Estatísticas Demográficas tem periodicidade anual e visa analisar as várias temáticas do comportamento demográfico da população residente em Portugal, nomeadamente, o volume e estrutura etária da população, o crescimento natural e migratório, a natalidade e fecundidade, a mortalidade e esperança média de vida, a formação e dissolução familiar (casamentos e divórcios) e os movimentos migratórios internacionais.
A presente edição corresponde à 75ª edição do anuário temático sobre Demografia, publicado INE desde 1935. Os dados publicados estão, na generalidade, desagregados ao primeiro e segundo níveis da Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins Estatísticos (NUTS I e NUTS II) e reportam ao período 2010-2015. Associados a cada tabela encontram-se hiperligações para dados com um maior detalhe geográfico e temporal. Sublinha-se que são disponibilizadas séries longas dos principais indicadores demográficos com informação decenal, período 1900-1980, e anual, de 1980 a 2015.

Estimativas da emigração e da imigração
Em contextos em que não existem registos exaustivos e atualizados da população residente, como é o caso de Portugal, a observação e análise dos fluxos migratórios internacionais exige o recurso a diferentes fontes e à conciliação dos dados de forma a assegurar a comparabilidade de conceitos harmonizados internacionalmente e adotados no Regulamento Comunitário nº 862/2007 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de Julho de 2007, relativo às estatísticas comunitárias sobre migração e proteção internacional, e de resultados.

Assim, e recorrendo a informação produzida no âmbito do Sistema Estatístico Nacional – Inquérito aos Movimentos Migratórios de Saída (IMMS) e Inquérito ao Emprego –, bem como a informação administrativa produzida por entidades externas, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP), o INE divulga anualmente, desde 2008 (ano de referência), estimativas de fluxos internacionais de emigração e imigração harmonizados ao abrigo do Regulamento Comunitário nº 862/2007, acima referido.


Para consultar o Destaque integral do INE, aceda aqui. Nesta página, pode ainda aceder aos dados em folha de cálculo.