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Os finalistas
do 2º ciclo do ensino básico têm piores resultados
do que os que acabam o 1º, tanto em Português como em
Matemática - a disciplina que, independentemente dos anos
de escolaridade, mais dores de cabeça causa.
As provas aferidas
foram feitas pela primeira vez em 2000, apenas pelos miúdos
do 4º ano (as médias nacionais situaram-se entre os
52,8 e 69,1 por cento na Matemática e no Português,
respectivamente). Em 2001, juntaram-se-lhes os estudantes do 6º.
Este ano lectivo é também a vez dos do 9º. Os
testes não servem para chumbar nem contam para a avaliação.
O objectivo é saber se os alunos portugueses, no final de
cada ciclo do ensino básico, atingem as competências
essenciais previstas no currículo oficial.
Os miúdos
até conhecem os conceitos e os procedimentos, mas atrapalham-se
na hora de "usar correctamente instrumentos do dia-a-dia, ler,
interpretar e organizar dados em tabelas, gráficos, calendários".
Um exemplo: quase metade (45 por cento) não foi capaz de
interpretar correctamente um gráfico de barras. Em suma,
a ligeira subida a Matemática no 4º ano deve-se essencialmente
aos itens que implicam procedimentos rotineiros e conhecimentos
mais simples.
Na prova do
6º ano, as cinco questões que implicavam resolução
de problemas de matemática registam os níveis de desempenho
mais baixos - em qualquer um dos problemas apresentados, relacionados
com a geometria, o cálculo, ou a estatística, nunca
houve mais de 40 por cento dos alunos a responder de forma totalmente
correcta.
Mas, independentemente
da competência testada, o desempenho médio dos alunos
do 6º ano é sempre pior. Na prova de Matemática,
40 por cento das perguntas ficaram ou sem resposta (5 por cento)
ou tiveram cotação zero. Já no teste da mesma
disciplina aplicado aos alunos do 4º ano o mesmo aconteceu
com 30 por cento das respostas.
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Matemática
- 6º ano
O melhor:
exercícios de estatística que envolvam conhecimento
de conceitos e procedimentos.
O pior:
os piores resultados situaram-se em todas as áreas
temáticas, na resolução de problemas
não rotineiros.
Matemática - 4º ano
O melhor:
conhecimento de conceitos e procedimentos.
O pior:
o raciocínio e a resolução de problemas
não rotineiros e a capacidade de comunicação
matemática.
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Língua
Portuguesa - 6º ano
O melhor:
identificar uma informação explícita
no texto.
O pior:
conhecimento da estrutura das palavras.
Língua
Portuguesa - 4º ano
O melhor:
identificar a informação no texto e responder
por palavras diferentes.
O pior:
identificar as características e os sentimentos das
personagens
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Alguns
Dados
As
provas foram realizadas por 123 mil alunos do 4º ano (48% do
sexo feminino) e por 118 mil alunos do 6º (49% do sexo masculino)
Foi
em Maio de 2001 que os testes foram aplicados em todas as escolas
públicas do continente e ilhas. A percentagem de privadas
envolvidas (só participaram as que o solicitaram) foi de
8 e 10 por cento, respectivamente, para o 4º e 6º anos
No
teste de Língua Portuguesa do 6º ano, 30 por cento das
respostas tiveram cotação zero ou não foram
respondidas, 23 por cento tiveram cotações intermédias
e 47 por cento a cotação máxima
Na
prova de Matemática do 6º ano, 40 por cento das perguntas
ficaram ou sem resposta ou tiveram cotação zero, 43
por cento tiveram a cotação máxima e 17 por
cento ficaram em níveis intermédios
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